terça-feira, 3 de julho de 2012

A Volta da Mantiqueira, parte 02

Começamos o segundo dia cedo, a idéia era dar uma volta pela região,  que tem muitos atrativos, ficamos na dúvida por onde começar, decidimos ir "por cima" e voltar "por baixo".



Começamos de onde paramos, do alto da estrada, divisa entre SP e MG para tirarmos algumas fotos
Muita chuva lá em cima, mas lá embaixo no vale o sol brilhava.
Essa é uma rota de romeiros, e essa imagem de N. Srª Aparecida abençoa os viajantes que sobem e descem a serra.
O marco da divisa.
No meio da neblina uma visão sensacional...
Um grupo de cavaleiros seguindo em direção a Aparecida, essas cavalgadas são muito comuns na região, assim como andarilhos que fazem a caminhada até o santuário.
Uma parada estratégica na fábrica de laticínios perto da entrada de Passa-Quatro, coisa boa e barata, vale a pena, fica do lado direito da estrada seguindo em direção à cidade.

Chuva e Fuscas beges, uma constantes, herbie se sentia em casa



Uma parada estratégica rápida pra abastecer e checar porque o lavador de parabrisa tinha parado de funcionar, coisa rapidamente resolvida.




Chegamdo a Itamonte



A rota estava na placa, era só seguir




Uma estrada movimentada e com poucos pontos de ultrapassagem, exige cautela e paciència, principalmente quando tem uma fila de caminhões à frente, melhor esperar o momento oportuno ou ir aproveitando a paisagem.





Chegando a Pouso Alto, o Hotel Serraverde domina a paisagem.
Uma linda igreja, consagrada a N. Srª da Conceição no alto do morro, domina a pequena cidade.
Uma parada estratégica pra refilar o tanque e seguir viagem



Uma parada rápida da engarrafadora de água Passa Quatro, para fotografar a fonte que fica na entrada.


Pequenos canários-da-terra brincavam despreocupados ao lado da estrada


video




Chegamos a São Lourenço, paramos no protal ainda em dúvida como pegar a estrada para Carmos de Minas, mas esse nainda não era o nosso destino...
Paramos num posto para nos orientarmos e um simpático velhinho nesse Monza disse que estava indo pra lá e se ofereceu para nos guiar até a cidade.
Valeu realmente a ajuda, São Lourenço é uma cidade um pouco complicada com um transito intenso.
Chegando a Carmo de Minas...
Segundo a placa, onde se produz o melhor caé do país...
Tiramos a prova, simplesmente saboroso, trouxe um quilo de café, e acho que vou ter que viajar de vez em quando até lá pra comprar mais...


Coisas do interior...
Mais estrada...

Nosso destino? Maria da Fé, segundo o guia 4 patas é conhecida como a cidade mais gelada de Minas, onde as temperaturas mais baixas do estado são registradas...

São apenas 22km, mas de serra, e que serra...
Chegando a Cristina...
Uma pequena cidade, que tinha uma importância estrégica nas linhas ferroviárias do Sul de Minas.
Tanto é que mais uma vez encontramos uma velha desbravadora em seu sono

Uma Baldwin 4-6-0, típica locomotiva de montanha para ferrovias com muitas curvas apertadas...
Ela já está bem depenada, merecia uma reforma, ou quem sabe até voltar a rodar...

Deixamos a pequena Cristina e sua locomotiva em sono eterno e riumamos para Maria da Fé, seguindo o traçado que era da antiga ferrovia...


Uma subida de serra que me obrigou a colocar a segunda marcha por um longo trecho imagine como as locomotivas chegavam no alto da serra..
Chegando na cidade uma passarela de cerejeiras em flor nos recepciona..

Houve uma grande imigração japonesa para a região, e para a nossa sorte estava havendo uma comemoração do aniversário da cidade.
Na estação outra Baldwin igual à de Cristina repousa em frente à plataforma.

A pequena estação cercada de flores
A imigração japonesa data de1 908...
Dentro da estação uma exposição permanente conta a história da cidade.

Essa locomotiva me pareceu mais bem cuidada
quase 1300 metros de altitude, no inverno chega a ter geada no centro da cidade, estávamos no inverno, mas esse ano São Pedro não estava muito colaborativo, muita chuva mas pouco frio, pelo menos para os padrões locais...


Panorâmicas

Para a posteridade, dois cariocas friorentos...

Saindo da cidade, 19ºC, fresquinho...
Passando pelas cerejeiras

O Rumo? Itajubá, descendo a serra pelo outro lado...

Uma descida tranquila, apesar da serra vindo de Itajubá ser ainda mais agressiva que a do lado de Cristina, porque ela desce mais, em relação ao outro lado.
Chegando em Itajubá, um casario colorido e preservado.

 



Itajubá possui uma universidade federal e sua economia está atrelada a ela, é uma cidade bem interessante, tem bons restaurantes, uma boa rede de hotéis.
Almoçamos em um restaurante na praça principal, a cidade tem uma boa infra-estrutura nesse sentido, afinal estudante sempre tem fome. Assistimos um jogo da Euro enquanto almoçávamos uma galhinhada caipira que dava pra alimentar fácil umas 4 pessoas, como éramos dois e com fome, deu pro gasto.






A volta é que foi complicada, no final da tarde desabou uma chuva torrencial pela cidade, tínhamos que pegar sentido Wenceslau Braz, Piquete e Cruzeiro para pegar a serra subindo de novo para Passa Quatro, mas a noite e a chuva pioraram tudo.

Resolvemos esperar a chuva dar uma trégua, pelo menos dentro da cidade, já que a água formava corredeiras e perigosos pontos de alagamento.

Foram duas horas tensas seguindo no escuro mais na intuição de que estávamos indo no caminho certo, meu medo era uma queda de barreira que impedisse a nossa viagem e acabássemos presos na estrada, mas graças a deus foi tudo bem e acabamos chegando no hotel seguros e secos.

Uma sugestão para quem for fazer esse passeio, de dia é claro, recomendo descer até Lorena até a Dutra e depois pegar o acesso até Cruzeiro, a estrada entre Piquete e Cruzeiro está em obras de recuperação de asfalto, além da buraqueira não tem sinalização nenhuma e isso á noite é muito perigoso, tanto é que como ela corre paralela a Dutra é bem pouco usada.


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