Então era hora das despedidas, ao Vesúvio e ao Jorge Amado.
Seguimos direção norte, no caminho algumas placas engraçadas:
A estrada entre Ilhéus e Camamu é nova em folha, e em certo ponto ela encontra uma serra com um mirante sensacional, onde tivemos que parar para tomar uma água de coco e tirar umas fotos, a paisagem mais bonita da estrada, segundo os próprios moradores locais.
E pé na estrada que ainda falta é chão até Itaparica.
No dia anterior uma das maçanetas de vidro quebrou, geralmente eu sempre carrego uma de reserva, só que a que estava no carro já era a reserva, como é uma peça simples, esperava encontrar uma loja de peças pelo caminho, achei uma onde tinha um par de maçanetas originais, empoeiradas pelo tempo de guardadas, herbie virou atração na loja que ficava ao lado de uma oficina, veio até o mecânico perguntar se o carro era 1600 porque eles não acrecitam que alguém consiga viajar pra tão longe com um modesto 1300.
Mais piadas, é por isso que a gente não vai pro céu... ô boca
A cidade tem um núcleo histórico bem interessante.
Mais estrada, sempre seguindo rumo ferry.
Um posto BR novinho no caminho, parada estratégica.
Postes estilosos, já vi algo parecido aqui no Rio, seria sobra de estoque?
Saindo de mais uma cidadezinha.
Aumenta também o tráfego de caminhões, a maioria vazio e correndo feito alucinados ,o melhor foi deixar eles irem na frente, são um bom para-raio de maluco, era melhor alguém na contramão dar de cara com um basculante do que com um Fusca.
Sempre que vou à Bahia (como se fossem muitas...rs) dou de cara com uma festa trancando a estrada, foi assim em 2007 e agora de novo, chegando em Taperoá, logo depois dessa foto, virando uma esquina demos de cara com um trio elétrico fechando a passagem e a cidade em peso na rua, era a festa do padroeiro da cidade, São Brás, nem deu pra fotografar, já que precisávamos sair dali o mais rápido possível pra pegar o ferry antes das seis, eles estacionaram bem na praça principal da cidade, por onde obrigatoriamente teríamos que passar, ainda bem que conseguimos contornar a praça, senão teríamos perdido um tempo enorme, até porque fomos descobertos quando alguns foliões começaram a gritar "olha o carioca aí!" quando viram as placas do carro.
Chegando a Valença, cidade com muitas construções históricas, mas também com muitos problemas, a poucos dias o prefeito da cidade teve que se refugiar em Salvador por conta dos protestos dos moradores contra a insegurança na cidade.
Parada em Valença pra almoçar, num quiosque na beira do rio, vendo os barcos que partem para Morro de São Paulo.
Pegando a estrada de novo, e herbie chamando a atenção com suas placas do Rio de Janeiro.
Já depois da ponte saindo da cidade.
Depois de Valença a estrada piora bastante, com o asfalto muito remendado e alguns trechos em obras de recapeamento, quem sabe daqui a algum tempo ela esteja em melhores condições, mas no momento muito ruim, recomendo cautela a quem for passar por lá.
Obras e alguns trechos com siga e pare alternando a mão de direção, o povo, muito "educado", cortando pelo acostamento no afã de chegar logo no ferry, encontrei a maioria na fila pra ir no mesmo barco que eu.
Chegando a Vera Cruz, na Ilha de Itaparica
Chegando no ferry, a fila até que estava pequena: ficamos esperando "só" uma hora e meia pra embarcar.
O lugar é enorme, um misto de de estação rodoviária e cais.
Começamos a andar, mas como a coisa é muito "organizada" nunca sabíamos se íamos entrar ou não naquela viagem, então fomos fazendo vários filminhos curtos...
Acabou que na hora de entrar acabou o cartão de memória da camera (de novo!), ainda bem que tinha um reserva.
Chegando a Salvador, pouco antes de atracar.
Finalmente chegamos a Salvador, saímos meio perdidos, de noite, tomamos o rumo errado e fomos parar dentro de um bairro popular, com muita gente nas ruas, não era o caminho certo mas segui a regra de quando se está perdido, retome até o primeiro lugar conhecido por onde passou, o que me levou para "baixo", em direção ao bairro Calçada (é esse mesmo o nome), de onde segui para a Cidade Baixa, sempre beirando a orla, passando de novo pelo ponto de desembarque do ferry (que estava com uma fila enorme, era sexta-feira. Por ali eu conhecia e não tinha erro até chegar ao Rio Vermelho. Lá estava totalmente engarrafado, e os hotéis onde pretendíamos nos hospedar lotados, resolvi seguir adiante e achei um muito bom, logo ali do lado, em Amaralina, e por um preço melhor ainda.
E fica uma dica para quem for fazer o caminho por Itaparica, é direto até o fim da estrada, não entre em lugar nenhum, apesar da falta de placas indicativas é só seguir a principal, existem umas duas rotatórias antes, com indicação de "terminal" não entrem, é o terminal de passageiros, o lugar onde embarcam os carros é no final da estrada mesmo, onde pretendem construir uma ponte para ligar Itaparica a Salvador, se isso acontecer a região vai virar um subúrbio da capital, o que pode destruir a região, o problema é que como tudo que a máfia da construção civil põe os olhos, mais cedo ou mais tarde vai sair, a Odebretch defende apaixonadamente a obra, apesar do patriarca da empresa ter dito que a obra era "impossível", mas seu filho jura que é viável, e, junto com o atual governador Jacques Wagner, fazem planos para a copa de 2014 incluindo essa ponte, na visão jocosa dos baianos, se ela sair vai ficar assim:
